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20 de fevereiro de 2015

turistando no frio

Oi, genteeee!

Cresceu uma camada grossa de pó aqui no blog com esse meu sumiço, mas vol-teeei!
Essa última semana aqui tem sido mais tranquila do que o normal. Estou de férias do curso, então todos os dias tenho estado naquela leseeeeira (que é ótima, de vez em quando!). Semana que vem já começo um novo nível e vou para uma nova escola. Friozinho na barriga...

Assim como no Brasil, até a última terça-feira a Alemanha comemorou o carnaval. O "assim como no Brasil" se refere só à data mesmo, porque as comemorações em si parecem ser bem diferentes. Pra mim, uma pessoa completamente carnavalesca (NÃO.), o melhor do carnaval foi receber Sarah aqui. Sarah é aquela amiga da Suíça com quem eu quase morri nas montanhas. É bom gravar o nome porque eu vou falar muito dela :P

Até agora, mesmo depois de mais de um mês aqui, eu conheço muito pouco de Munique. Sempre fico dizendo a mim mesma que quando a primavera chegar e ficar do lado de fora não significar risco de congelamento eu vou aproveitar mais. Mas com Sarah aqui eu dei um jeito de sacudir essa moleza e a gente viu bastante coisa. Viu e COMEU. Mas a comida foi tanta que eu vou reservar um post só pra ela, depois deste aqui!


Englischer Garten
O Jardim Inglês é um parque imenso! Começou a ser construído em 1789 (adoro essas coisas mega velhas da Europa) e tem mais de 4km quadrados. No sábado, quando a gente foi, tava um frio de doer e ainda assim muita gente estava correndo no parque, passeando com a família ou caminhando com seus cachorros - e quanto às pessoas do último grupo, quero dizer que eu invejo cada uma delas! Eu não sei viver sem cachorroooooo! Encontramos também uns corajosos jogando futebol ou patinando no lago congelado (calma, mãe, eu não fui). Mesmo com a névoa, o frio e o céu cinzento, deu pra ficar encantada com a beleza do parque. Mês que vem já é primavera, e eu não vejo a hora de conferir como ele vai ficar cheio de verde e de flores coloridas!


Müller'sches Volksbad

Eu ainda tô firme no clima da natação. Quero ir pelo menos uma vez por mês! Quando estava planejando com Sarah o que faríamos, sugeri visitar a Müller'sches Volksbad, uma piscina pública assim como a que eu fui no dia primeiro. A Müller'sches é de 1901! Adoro imaginar os primeiros modelitos que se banharam ali... Apesar de ser um prédio bem interessante, ficou meio abaixo das minhas expectativas, já que só tinha uma piscina semi-olímpica e era bem... hm... normal. Depois da Südbad, onde tinha piscina térmica com hidromassagem a céu aberto, é fácil ficar mal acostumada, né? Fora isso, é muito difícil se situar pelo prédio. Sarah e eu demoramos uma meia hora entre a entrada e finalmente estarmos na piscina. Nadei 20 voltas, e ela 30. Absurdo! Odeio ter amiga atleta.




Olympiapark
Tanto Sarah quanto eu temos uma conexão forte com as Olimpíadas. Pra mim, é mais por ter visto uma de pertinho e participado como blogueira pela Samsung das Olimpíadas de Londres, em 2012. Munique abrigou os jogos em 1972, e pra isso o Olympiapark foi construído. O parque é gigante e aberto pras pessoas caminharem por ele, além de receber eventos bem importantes. Na nossa caminhada pelo Olympia, a gente só viu os "esqueletos" mesmo, mas é mais um lugar que eu vou querer conferir de novo quando o sol estiver brilhando forte! Ah, e no verão, eles fazem umas sessões de cinema a céu aberto, à noite.



BMW Welt
Pertinho do Olympiapark está o Mundo BMW. Eu era apaixonada por carros no começo da minha adolescência. Se fosse a Ana Luiza de 13 ou 14 anos visitando o BMW Welt, ela certamente iria estar explodindo de alegria. O salão da montadora exibe os modelos mais novos e os sonhos de consumo. Fiquei julgando eternamente os caras se amontoando ao lado dos carros da BMW, disputando uma foto daquelas em que você finge que ta abrindo a porta e que o carro é seu e bla bla bla.

Mas quando chegamos à exibição dos Minis, eu virei a protagonista de cenas similares, enlouquecendo com os modelos. E sim, eu entrei em um deles. Ai, que amor! Sério. Esse carro, um dia...




Schloss Nymphenburg
O Palácio de Nymphenburg foi inaugurado em 1675, e era uma casa de verão pros governantes da Bavária. Coisa simples, gente. Sarah e eu optamos por não entrarmos no palácio, apesar de ser lindo por fora! Resolvemos caminhar pelos jardins, e levamos mais ou menos uma hora e meia da e entrada principal até uma das saídas (que não é nem na metade do complexo!), então imaginem o tamanho e a simplicidade desse lugar.

Como era carnaval, e aqui a festa se resume a estar fantasiado, basicamente, a gente resolveu ser cool e sair por aí com nossas endumentárias: eu de gata antialergênica e amiga dos cachorros, e Sarah de pirata honesta. Combinou demais com a paisagem do castelo!



Carnaval em Marienplatz e Karlsplatz

A última de nossas andanças por entre as duas praças mais importantes da cidade: a Marienplatz e a Karlsplatz. Foi nelas que a comemoração do carnaval se concentrou. Havia alguns palcos montados com apresentações de música e dança, e umas barraquinhas de comida - a melhor parte, claro! O lado samba-do-crioulo-doido do carnaval aqui, que aconteceu nos bares e boates à noite, eu não vi e nem faço questão. Na rua, o clima foi bem tranquilo. Mas não tem jeito, multidão e música ruim não são pra mim. Heheh.. Ainda assim foi legal dar uma passada lá e rir mentalmente das pessoas fantasiadas, que ironicamente não estão nas fotos que eu tirei :P.





E de passeios, foi isso. Volto aqui depois pra falar do assunto principal desse fim de semana: as experiências gastronômicas. Mas já posso adiantar que para a minha vergonha eu ganhei 700g (mesmo andando que nem uma condenada) nesses dias de comilanças - perdi 400g e estou contra os outros 300 :D

Kuss e até mais!

1 de fevereiro de 2015

chuáaaaaa

Februar ist hier! \o/
Incrível pensar que o primeiro mês de 2015 já se foi inteirinho! Só eu senti passar mega rápido? Janeiro foi cheio de mudanças e desafios pra mim, mas depois de quase um mês aqui em Munique eu consigo me sentir realmente mais confortável com tudo ao meu redor.

E o que eu fiz no primeiro dia do segundo mês do ano? Bem, foi uma escolha pouco convencional. E começou, na verdade, na sexta-feira...
Sim. Por algum motivo do além, essa semana me deu uma vontade louca de tomar banho de piscina. E como o post aí em cima fala, ela sempre esteve bem na minha frente - mas pouquíssimo utilizada. Na verdade, eu acho que essa vontade está mais relacionada à uma mudança que há umas 3 semanas fiz na minha rotina. Eu comecei a pensar que neste ano eu completo 25 anos. Tá longe ainda (só em agosto...), mas 1/4 de século é bastante coisa e eu resolvi comigo mesma que quero comemorar essa data atingindo mais alguns objetivos pessoais - entre eles, ser mais saudável. E olha, o argumento tem realmente funcionado pra mim mesma!

Durante a semana, diariamente eu tenho acordado bem mais cedo do que eu preciso pra fazer exercício. O café da manhã é uma porridge - hábito que eu tinha em Londres e importei pra cá - e três horas depois eu lancho alguma coisa saudável. Em casa, tento comer carboidratos só uma vez por dia e nunca depois das 19h. As tentações não param (como o pote de Nutella olhando pra mim do armário da cozinha), mas eu tenho resistido. No caminho de casa para o curso, eu passo (sem exagero) por umas 10 padarias. Mentalmente eu tampo meu nariz e penso no esforço que fiz aquele mesmo dia de manhã, e lembro que não quero jogar tudo por água abaixo.

Na última semana, comecei a correr. Só pude ir duas vezes, mas fui! Ao final de seis kilômetros, a sensação de estar morrendo de cansaço (e de frio!) se mistura a um sentimento de realização bem legal - e eu fico dizendo pra mim mesma, "Essa sensação é melhor do que comida!". Vai entender. Como resultado, nessas três semanas eu perdi dois kilos. E claaaro que eu não vou reclamar jamais de emagrecer (faz tempo que tô precisando), mas o maior objetivo realmente é ter hábitos mais saudáveis.



Tudo isso pra dizer que me veio um insight nessa última semana sobre como nadar poderia ser bom pra mim. E assim que eu percebi que realmente queria e era possível, tomei um banho de água fria lembrando que eu não trouxe biquíni. Sério, que ideia foi essa? Não que eu esperasse usar agora, em pleno inverno, mas por que eu deixei meu biquíni brasileiro na gaveta e me permiti ficar à mercê do péssimo gosto dos daqui? Como eu estava realmente obstinada, coloquei a mão no bolso e, com lágrimas nos olhos, gastei 20 num biquíni. O lado bom é que, em termos de custo de produção, comprar uma roupa de banho nunca foi tão justo. Porque, minha gente, haja pano! Nunca me senti tão coberta na minha vida!



E hoje, às 7:30 da manhã, o despertador me acordou dizendo que estava na hora de colocar minhas novas peças em uso! Tem uma dezena de piscinas cobertas aqui em Munique, mas escolhi ir para a Südbad. Geralmente elas têm piscinas semi-olímpicas, infantis e de águas termais. Escolhi a Süd porque vi no site que lá a termal fica do lado de fora! E como estava fazendo um sol lindo, resolvi que seria ótimo ficar na água quentinha sob o céu azul. Saí de casa por volta das 8, dividindo a rua só com os fantasmas. Custei a me tocar que era domingo - e me senti mais heroica ainda por ter conseguido deixar a cama pra trás. Deu até pra tirar uma selfie na parada de ônibus! Hehe :P


Almas vivas na rua às 8 da manhã: 0.
Na entrada, paguei 4,40 que me davam direito a três horas de banho. A atendente me entregou um cartãozinho e eu fui pro vestiário, descascar minhas camadas - da jaqueta pesadíssima ao meu biquíni alemão.
Me senti meio esquisita saindo do vestiário só com a toalha me cobrindo, mas todo mundo ao redor estava assim. Chegando no complexo, vi 4 piscinas (sendo duas infantis) e tomei coragem pra encarar a semi-olímpica primeiro. Combinei comigo mesma que nadaria 500 metros. Foi estranho ficar desviando de outros nadadores enquanto ia de uma borda a outra e perceber que a maioria deles sabia muito mais o que estava fazendo do que eu. Muita gente de touca, óculos e aqueles maiôs ou sungas de natação - na verdade, eu era a única com um biquíni colorido em todo o complexo. Se perguntassem quem era a brasileira ali, ninguém teria dificuldade de responder. Enfim, 20 voltas depois, com os braços quase despencando (também porque a cada 2 voltas eu fazia 10 flexões verticais na borda), eu concluí meus quinhentos metros!


Pra me recompensar, fui relaxar na piscina termal. Todas as nuvens tinham ido embora, e o sol brilhava tanto que eu até me bronzeeeeeeei, minha gente! E foi ótimo! A gente entra na piscina pelo lado de dentro do completo (como ta aí na foto) e tem que tomar coragem pra encarar o outro lado. No início, é bem esquisita a sensação do corpo imerso numa água quente enquanto a cabeça fica sofrendo no vento gelado, mas depois a gente acostuma. A piscina tem vários mecanismos de hidromassagem. O meu preferido foi um em que a gente deita sobre umas barras de alumínio e por debaixo delas vem um turbilhão de bolhas que cobre o corpo todo. Nossa, relaxei demaaaaais. Todo esse movimento faz um vaporzaço subir, ótimo para a respiração.

Os turbilhões ainda não estavam ligados, nem as nuvens tinham desaparecido.
Depois de cozinhar por uns bons 20 ou 30 minutos, nadei mais 50 metros (só pra sair de lá com a sensação de ter feito mais esforço do que relaxamento) e fui tomar banho. Quem não adooora um chuveiro coletivo, né? Heheh. Queria ter tirado mais foto (não do chuveiro, claro!) mas assim que tirei as primeiras vi que havia um catupilhão de placas dizendo que era proibido fotografar e eu estava, como sempre, fora da lei. Mas aí vão algumas do site da Südbad pra vocês verem como é legal mesmo!
Voltei pra casa toda felizinha e querendo mais! Na verdade, acho que vou visitar as outras opções e ver qual vai ser a preferida do meu coração. Enquanto concluo o post, fico imaginando o sangue do meu pai querendo ferver por todas as vezes que ele carinhosamente limpou a piscina e eu deixei que ela voltasse a ficar verde sem dar um mergulhinho sequer. Desculpa, paaaaai! É aquela coisa: nós só percebemos a falta que as coisas fazem quando ficamos sem, né? :P Quando cheguei em casa, dei um bom cochilo antes de almoçar, e à tarde fui estudar na biblioteca com uns amigos e de lá fui pra igreja. Um ótimo começo pro meu fevereiro!
Eu espero que o de vocês também tenha sido bem legal.
E se você tem uma piscina em casa ou no condomínio, que está lá olhando pra você de graaaça, sacode a preguiça e dá um mergulhinho pelo menos umas vez essa semana!

Bis bald!

11 de janeiro de 2015

8 dias, esperança e feijão

Hallo, todo mundo!

Hoje faz 8 dias - já oito dias! - que eu cheguei em Munique. Por um lado, está tudo tão novinho que realmente parece que só faz um pouco mais de uma semana. Ao mesmo tempo, eu me sinto tão bem por estar aqui que me surpreendo que tenham se passado apenas oito dias.

Essa primeira semana foi muito tranquila em todos os aspectos. No domingo, meu primeiro dia aqui, saí com minha Gast para dar uma caminhada de casa até o centro - e sério, é muito perto, e o caminho é lindo! Sou privilegiada por morar onde estou morando. À noite fomos... cof cof cof... à Ópera. Sim, eu sou muito phynna. Mentira, fiquei suando frio quando cheguei lá e vi um monte de gente vestida como se fosse ver a Merkel em pessoa enquanto eu estava bem básica, como sempre! Eu, a Gast, a Kind (é assim que vou me referir à menina da qual sou au pair - sem nomes próprios ;D), duas amigas delas e uma outra mãe fomos ao simplório Teatro Nacional de Munique para assistirmos Hansel e Gretel. Gente, que fofura! A ópera foi linda demaaaais! Claro que eu entendi tudo muito mais pelo visual do que pelas palavras, mas valeu. E o teatro... sem comentários. É esplêndido!

Não, não é a Lua cheia. É o meu rosto.
O decorrer da semana foi tão tranquilo quanto o início dela. A Gast foi aos poucos me mostrando a rotina da casa, e quando fez sol demos um pulinho lá fora de novo. Ainda vou explicar melhor como funciona o programa de au pair e dar mais uns detalhes sobre meu dia-a-dia de trabalho aqui, mas o que adianto por enquanto é que minha rotina vai ser bem mais leve do que eu imaginava que seria. Ufa!

É interessante como eu só me sinto confortável ou pertencente à um lugar quando eu saio sozinha. Enquanto estou com alguém, sempre tenho a sensação de estar sendo guiada - uma coisa mais pra turista do que pra residente. Por isso mesmo ontem, quando eu me aventurei a sair sozinha pela primeira vez, eu me senti no topo do mundo. Eu passava pelas ruas sorrindo largo e sem me preocupar em esconder. Foi, até agora, meu momento mais real com Munique. O momento em que mais senti que este é meu lugar por enquanto e que eu estou realmente feliz nele. E sério... que sensação boa!


Hoje pela manhã eu fui à igreja pela primeira vez. Apesar de parecer muito mais prático, não quero ceder ao conforto de ir pra uma igreja brasileira ou com mais brasileiros do que locais - dentro do que eu quero alcançar em Munique, isso seria estar aqui sem estar de verdade, sem colocar os dois pés. Por isso, mesmo com uma oferta até grandinha de cultos em português, procurei um que fosse em alemão. Resolvi visitar a ICF, uma igreja internacional e que tem um estilo bem parecido com o da Hillsong. Cheguei um pouquinho atrasada porque foi meio difícil de encontrar a entrada, mas quando entrei, sentei, olhei pro meu lado direito e vi uma câmera na mesma posição da que eu operava na Hillsong em Londres, meu coração acelerou. Não sei se foi mais de saudade ou de vontade de participar, mas eu sei que acelerou. O culto foi lindo, e eu com certeza vou querer voltar.

Saudade da minha câmera...
Saindo de lá, peguei o trem pra visitar uma amiga querida que se mudou pra cá ano passado com a família. Alessandra foi minha professora de inglês no CCAA (láaaa pra 2006, 2007...) e depois nos tornamos colegas de trabalho, quando eu comecei a ensinar lá também. Quando resolvi vir para Munique, não tinha ideia de que ela estava tão pertinho daqui, e fiquei realmente feliz em saber que - mesmo tendo acabado de chegar - eu já tenho uma família. E uma família com uma história maravilhosa pra contar! O caminho de trem até é uma fofura, passa por muitas cidadezinhas bem típicas e rurais.



Conhecer a história de como Deus abriu as portas para Alessandra, Carlos, Davi e Débora chegarem onde estão foi uma injeção de esperança. Foram tantos milagres - grandes e pequenos - no meio do caminho deles, que não tive como não me sentir contagiada e cheia de ânimo pelo que está por vir. Eu sou extremamente ansiosa e por favor não me julguem mas desde que cheguei aqui já estou roendo as unhas, pensando nos próximos passos. E quando acabar meu tempo como au pair? E se acabar o dinheiro? E se eu tiver que voltar pro Brasil? E se meu alemão não ficar bom o suficiente? Às vezes eu tenho que dar uma sacudida em mim mesma e me lembrar que minha história com Munique começou agora, tá cedo demais pra eu perder o sono pensando no amanhã. E é por isso mesmo que ouvir o relato da trajetória da família Santos me lembrou de como Deus tem sido fiel comigo até aqui, e reafirmou no meu coração a certeza de que

 desde os tempos antigos ninguém ouviu,
nenhum ouvido percebeu,
e olho nenhum viu outro Deus, além de ti,
que trabalha para aqueles
que nele esperam.
(Isaías 64:4)

Recomendo de verdade que vocês curtam a página deles no Facebook e fiquem a par dos próximos passos dessa família que tem coração gigante (clique na foto para visitar a página!).


E além da conversa, dos abraços e dos sorrisos, minha gente... pelas caridades, teve FEIJÃO. FEI. JÃO! F-E-I-J-Ã-O! E não só isso! Arroz, farofa, carne, salada com gosto de Brasil. Claro que eu comi sem cerimônias e sem pensar no dia de amanhã (que aliás, oficialmente, é quando a dieta começa. Aham...). À tarde chegaram mais algumas amigas delas e levaram pizza. Nem pensei em resistir, obviamente, e dei lugar à toda a monstruosidade que habita em mim. Eu nem devia mencionar isto, aliás, mas ontem eu tava falando no Skype com meu pai e ele disse que eu estava com cara de chôro. Depois de eu negar mil vezes, chegamos à conclusão que é cara de quem engordou umas 15 toneladas desde que chegou. Haja queijo! Haja pão! Vergonha na cara que é bom, zero.

Depois de um dia maravilhoso, cheguei de volta em Munique já por volta das 19h30. Fui recebida calorosamente por minha Gast e minha Kind e comemos fondue. É impressão minha ou eu só falo de comida?

Amanhã começa um desafio novo pra mim: 3 horas de aula de alemão todos os dias. Tô meio nervosa pro meu primeiro dia de aula, admito, mas volto aqui assim que puder pra contar se eu sobrevivi e como foi :)

Um beijo!