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15 de abril de 2015

bucareste 2.0

Mas olha como eu tô exemplar! Passando aqui dois dias seguidos :D Tudo bem, gente?

Como eu disse ontem, ainda tem bastante história pra colocar em dia. Então vamos lá!

A viagem até a Romênia, no primeiro fim de semana de abril, foi bem mais longa do que precisava ser. Isso porque eu voei até a Polônia e fiz uma conexão em Varsóvia de duas horas antes de seguir viagem. Saí de casa pouco antes das 4h da manhã, pra chegar no aeroporto às 5h e voar às 7h. Só aterrissei em Bucareste às duas da tarde. Morta com farofa, mas feliz por ter chegado, peguei minha mala e fui até o lugar onde se compra o ticket de transporte.

É interessante como, quando a gente tá imerso em um novo idioma, tem que fazer um esforço enorme pra reconfigurar o pensamento a cada vez que a língua muda. Respirei fundo e caminhei até o guichê lembrando a mim mesma que deveria falar em inglês. Comecei bem:
- Hello...

Li em voz alta, em romeno, o nome do cartão que queria comprar:
- Card pentru autobus...

Daí fui tentar concluir a frase com educação. E a diarreia mental aconteceu.
[Meu Deus! Como é que fala "por favor" em inglês? Como é? Como é? Como éééé?]

Não deu. Saiu em alemão...
- Bitte!

O restante da conversa foi simplesmente assustador. Principalmente porque, quando eu acho que alguém fala pouco ou não fala a língua do Tio Sam, numa tentativa inconsciente de facilitar as coisas eu solto um inglês mais que simples: macarrônico. Do tipo "I... ticket... bus...". Não me julguem, pessoal. Juro que sou legal. E lá fui eu explicar pra tiazinha o que eu queria no meu inglês versão índio. Depois de um sufoco danado e das palavras em alemão pulando à minha frente antes que eu me desse conta, finalmente consegui comprar o que precisava. Sabe o que deu mais raiva? Que logo depois que mim veio um broto americano jorrando o inglês que gente normal fala e a tia entendeu tu-do! Que vontade de me esconder, ou de voltar lá e falar qualquer coisa pra melhorar minha imagem. Heheeeee. Mas não fui. Claro que não.

Uma hora depois de embarcar num busão lotado, tendo à minha frente uma senhorinha toda conversadeira que esbanjava sorriso com seu único dente, cheguei à casa dos meus amigos. Muito legal como, durante o caminho, eu reconheci alguns dos lugares pelos quais tinha passado dois anos atrás, durante meu mochilão. Mas é claro que o melhor mesmo foi reencontrar a família Carvalho depois desse tempo todo!

Na verdade, a ida para Bucareste foi muito mais para aproveitar o tempo com eles do que pra passear. Foi demais estarmos juntos e colocarmos em dia as novidades de 24 meses! Também tive a oportunidade de conhecer alguns dos amigos deles por lá. Fizemos uma vigília na sexta-feira, dia em que cheguei, das 22h às 5h da manhã do dia seguinte. Pra mim, foram mais de 26 horas acordada. Mas por desse tipo de cansaço - esse de estar com gente querida, ainda mais buscando ao Senhor juntos - eu não tenho mesmo do que reclamar! Maravilhoso!

No sábado fomos ao parque Titan - gigantesco e lindíssimo! Especialmente com o sol brilhando e o céu azul. Conforme fomos caminhando, o som de música clássica foi chegando mais perto. Acabamos descobrindo que Orquestra de Bucareste estava fazendo um concerto de Páscoa ali - gratuito e ao ar livre. Muito, muito especial!

Domingo pela manhã fomos à igreja - quer dizer, a trouxemos pra gente. A Agrafa é uma igreja que se reúne em casa, e é linda a intimidade, a nobre simplicidade de compartilhar a fé e a Palavra num ambiente tão família. Interessante pensar como o Reino de Deus acontece o tempo todo, no mundo todo, nas arenas lotadas e nos lares. Por que é que a gente complica tanto as coisas às vezes, hein?
Depois de uma tarde preguiçosa, saímos à noite para jantar na parte antiga de Bucareste, que eu ainda não tinha visitado. Muito legal contrastar as ruas super largas e as grandes construções com as vias estretinhas da área de Lipscani - que era onde, no século 19, a bombação acontecia. Ainda por cima o Drácula morou por lá! Fotos horrorosas, mas juro que o lugar é massa!
Meus amigos me levaram para visitar a Cărturești Carusel, uma livraria incrível de linda! Eu acho que nem cheguei a dizer pra eles o quanto amo bibliotecas e livrarias, mas eles foram super certeiros na escolha. Me apaixonei! E pra completar jantamos no restaurante de lá mesmo: comida e ambiente maravilhosos. Super recomendo!
Chegamos em casa já bem tarde e cansados, mas quando o assunto virou música a gente jogou tudo pra cima e num piscar de olhos já passava da uma da manhã.

O tempo voou por lá. A segunda-feira amanheceu chuvosa, dando a deixa pra ficar em casa e aproveitar mais do que realmente importava nessa viagem: a companhia dos meus amigos. E como se não bastasse, teve tapioca pro café da manhã. Gente. Por favor, né? Minha alma nordestina cantou a melodia dos anjos degustando esse manjar. Yum!



A família inteira foi me levar no aeroporto. Com o coração apertado, fui me perguntando quanto tempo levaria pra gente se ver de novo - e pedindo a Deus que não fosse tanto quanto dessa última vez. Dois anos é muita coisa quando a gente tem saudade. Nos despedimos cheios de esperança de nos vermos em breve, e eu realmente acho que agora, morando na Europa, esses reencontros vão ficar mais frequentes!

Quando cheguei no aeroporto e me vi sozinha, voltei a dizer pra mim mesma que era inglês que eu precisava falar. In. Glês. Despachei as malas sem problemas. Passei pelo detector de metais e scanner da mala de mão sem problemas. Daí cheguei no controle de passaporte. Xi... Na noite anterior, no restaurante, eu tinha perguntado mil vezes como se dizia "obrigada" em romeno, pra responder à garçonete que nos atendeu com tanta simpatia. Quando o policial me entregou meu passaporte de volta, espremi Tico, Teco e toda a sua turma (não devem ser muitos...) pra ver se eles se recordavam da palavra. Os milésimos foram passando e eu sabia que não ia dar em nada. Eles não iam lembrar!
[O que é que eu falo? O que é que eu falo? O que é que eu falo?]

Agora raciocine comigo: a língua internacional é inglês. Eu falo. Também falo espanhol. E português. Nas profundezas da minha mente ainda resta um pouco do francês que aprendi pela metade. E agora tem o alemão na minha vida. Mas o que foi que eu falei pro policial? Hein?
- Grazie!

Fiquei vermelha na hora e não aguentei nem olhar pra cara dele. Saí da frente na velocidade da luz e caí numa gargalhada interna. Por que no muuuuundo eu fui agradecer em italiano? Logo italiano! Se eu falo alguma coisa é graças às novelas da Globo e olhe lá. Não tem explicação, gente. Minha cabeça é um emaranhado que nem eu entendo. E aliás, a palavra que eu estava procurando era "multumesc". Oh, well... fica pra próxima.

Uma coisa meio doida dessa viagem é que ir pra Romênia significou pular a Páscoa. Naquele fim de semana, ela estava sendo comemorada na Alemanha mas não lá, já que o calendário da igreja Ortodoxa é diferente. Como alguém que tem Jesus como melhor amigo, agradecer pela sua morte e comemorar sua ressurreição pra me salvar é muito especial. Mas mais importante do que celebrar na data é celebrar a data. E isso eu fiz no meu coração, e vai aqui publicamente também:

Senhor, obrigada por deixar seu trono pra viver como eu e pregar os meus erros e minhas fraquezas na cruz pra que eu tivesse um relacionamento contigo e uma casa no céu pela eternidade <3

Bom, gente... é isso! Volto amanhã pra falar da passagem (ou não) pela Polônia.
Ah! Pra quem quiser ler a história da primeira visita à Bucareste, é só clicar aqui.
Vou me despedindo em com português pra evitar conflitos lingúisticos:

TCHAU! ;)

14 de abril de 2015

extravagância suíça

Hallo, todo mundo!

Março passou em branco aqui no blog, e eu juro que não percebi quanto tempo fazia que eu não postava alguma coisa. História não faltou, na verdade, mas parece que os dias estão ficando cada vez mais curtos pra fazer todas as coisas que eu quero e preciso fazer. E nessa de não conseguir dar conta de tudo, eu geralmente tenho escolhido ser uma boa mocinha bem à força mesmo e estudar ou ler sempre que aparece um tempo. A história de hoje já tá completando aniversário de um mês - heheeeee! Mas ainda ta valendo, né? Então vamos lá!

Ainda não consegui parar pra colocar em ordem os meus pensamentos sobre o que é trabalhar como Au Pair, mas tem duas coisas que eu posso garantir de cara. A primeira é que, na pirâmide sócio-econômica, eu tenho certeza que essa categoria de trabalhadores vem logo depois das pessoas que estão abaixo da linha da pobreza. Sério, gente! Talvez se eu não estivesse fazendo um curso intensivo - que, por ser todos os dias, é bem mais caro - eu ainda estaria melhor das contas. Mas não sendo esse o caso, posso garantir que o negócio é tenso e as informações sobre minha conta bancária para possíveis doações estão disponíveis sob requerimento.

A segunda verdade é que morar no mesmo lugar onde você trabalha pode ser sufocante às vezes. Essa sensação não depende necessariamente do seu bom relacionamento com as pessoas que moram com você ou do ambiente. Uma das grandes dificuldades de ser Au Pair é determinar quando você está simplesmente em casa e quando está trabalhando. Enfim. O fato é que, em quaisquer circunstâncias, escapar de vez em quando é uma questão de sanidade mental.

Tudo isso pra dizer que, desde que cheguei, apesar de viver contando moeda, eu resolvi que pro bem da minha felicidade eu não abriria mão de fugir da Alemanha todos os meses. Isso significa pensar mil vezes antes de comprar um chocolate na esquina, mas tem valido demais! E a opção que mais alegra o bolso e o coração é ir para a Suíça, minha segunda casa há muitos anos.

A última visita, há exatamente um mês, foi ainda mais especial porque era aniversário de Sarah. Ela fez uma programação mega especial. Aquela coisa bem propaganda da Insinuante, tipo "o aniversário é nosso, mas quem faz a festa é você". Cheguei numa manhã de sábado, e fomos tomar café da manhã juntas pra colocar as notícias em dia e planejar nosso domingo. No mesmo dia, no final da tarde, tive meu momento de tiete torcendo pra ela no seu jogo de futebol. E ela arrasa no FC Wil!

Acordamos cedinho no domingo, e a primeira parada foi uma que vocês já conhecem: a montanha Säntis. Não lembram? Foi aquela em que uma ventania quase nos jogou do pico do alpe ao chão - uma das poucas vezes em que eu achei mesmo que ia #partirferoz pro céu. Falo dela no post Montanha Abaixo. Pois bem. Ganhamos da mãe de Sarah dois vouchers pra irmos de novo a Säntis. Revivi mentalmente o desespero daquela ventania, e morremos de rir com a lembrança. E o tal voucher não era só pra visitar, mas também pra tomar café da manhã lá no topo. Deixe-me acrescentar que era um buffet num restaurante panorâmico. GENTE. Gente... Como explicar? Como se não bastasse o dia estar loucamente lindo e a vista ser maravilhosa, eu comi como se não houvesse amanhã. Novidade...

Eu adoraria dizer que fui uma lady e provei um pouquinho de tal coisa, etc. e tal. Mas a verdade é que minha alma downloadeou o Shrek e eu comi pra fazer honra a qualquer ogro. TRÊS PRATOS. Três pratos! Só de queijo foram oitos tipos diferentes. Essa sim seria uma vez conveniente pra ser levada por uma ventania. De tanto que comi, eu com certeza rolaria em segurança até o pé da montanha.


Conseguimos aproveitar a vista sem medo de morrer. E sério, se você me disser que o céu tem esse visual eu acredito na hora. A Suíça é simplesmente imbatível!


Da montanha, fomos para o último lugar que eu esperaria visitar no inverno: um parque aquático. E o melhor: com vouchers de novo! Com a minha renda de Au Pair eu não pisava lá jamaaaaais! O parque também se chamava Säntis, e ficamos lá umas boas horas jiboiando. Bom demais! A maior parte do parque é coberta, mas tem também piscinas do lado de fora. E pra nossa alegria o céu estava maravilhosamente azul, ainda que o dia não estivesse quente! Não podia tirar foto lá, mas aí vão algumas do site deles. Destaque pra jacuzzi quentinha a céu aberto (que não tá na imagem...) e a piscina de água salgada termal. Me senti bem diva nesse lugar, vou confessar.


Depois que os dedos estavam completamente enrugados de tanto tempo de molho, ficamos uma eternidade no chuveiro quentinho. Na hora de me trocar, tomei um susto ao olhar pro espelho à minha frente. Não foi muito, mas eu estava... bronzeada! Bronzeada do sol de inverno num parque aquático na Suíça. Meio hilário pra uma brasileira vindo de Natal. Não se enganem, entretanto. Continuo embranquecendo a cada dia que passa. Qualquer hora dessa me convidam pra trabalhar como vela humana. A melanina já me abandonou há tempos!


O domingo terminou mega especial, indo ao culto na igreja de Sarah com direito a Mc Donald's no final, e na segunda de manhã já era hora de voltar. Ir à Suíça sem ver meu irmão e sua família (que moram no lado francês do país) também não é a mesma coisa, mas a gente só vai até onde as contas alcançam, né? - literalmente. Deixar a Suíça sempre me faz sentir uma dorzinha no meu coração, mas quem sabe se não vai chegar o dia em que eu não vou ter que me despedir? ;)

Bom, esse foi o primeiro de alguns relatos atrasados. Nos próximos dias volto aqui pra falar das últimas aventuras na Romênia, na Polônia e na Áustria. E aqui em Munique também, claro!

Bis bald!

22 de fevereiro de 2015

rango é bom e eu gosto

Se já inventaram alguma coisa melhor do que comer, eu desconheço. E essa paixão minha não é segredo pra ninguém - sou comilona assumida. Mesmo nas minhas fases mais disciplinadas, fisicamente falando, continuo sendo uma eterna fã de rangos. Feitos em casa, industrializados, doces e salgados - cada um tem o seu charme e eu não rejeito n-a-d-a. Minha única observação em relação a de que forma a comida poderia ser ainda melhor é que, em vez de engordar, ela deveria deixar mais inteligente. Aí, meus amigos, não tinha pra ninguém. Esse mundo era meu!

Quando estava planejando o fim de semana passada, pra vinda de Sarah, as primeiras sugestões de programas que vieram à minha mente foram relacionadas a comer. Pra minha sorte, nesse quesito nossa parceria tem uma sintonia infalível. Assim que nos encontramos, portanto, nosso roteiro gastronômico estava definido bem antes dos pontos turísticos! Tanto que nossa primeira parada ~turística~ foi uma mercadinho asiático onde, para a minha felicidade, eu encontrei tapiocaaaa! O que ninguém precisa saber é que tentei fazer hoje duas vezes mas não consegui - nordestina fail.

No sábado, ao nos perguntarmos o que queríamos para o almoço, quase dissemos "comida mexicana" em coro. Não lembro nem quem sugeriu, de tão natural que foi. Minha vontade começou há muitas semanas, quando alguém mencionou chili con carne no Facebook pra mim. Pronto. Não sei que neurônios a expressão acionou, mas todos eles me fizeram pensar dia e noite em comida mexicana. Quase chorei com esse burrito no minha frente, com direito a guacamole, no almoço de sábado...

Saindo de lá, fomos pra um lugar que metade de mim se arrepende de ter conhecido. Já mencionei aqui que tem umas 10 padarias no meu caminho pra escola, né? Então. Uma delas é de uma rede chamada Rischart. Não tem vitrine de loja que me deixe mais apaixonada do que a deles. Eu nunca tinha ousado entrar porque sabia que, quando o fizesse, eu romperia uma barreira e seria tentada outras vezes. Mas como eu tinha resolvido chutar o pau da barraca com a visita de Sarah, adivinhem onde a gente foi comer a sobremesa depois da comida mexicana? Gente. Pelas caridades. O que é aquele lugar? Vou ter que andar de olhos e nariz tampados toda vez que passar por ali agora. Eu pedi uma torta de Johannisbeere (umas frutinhas vermelhinhas) e Sarah pediu um Apfelschneke (um negócio delicioso de maçã que eu não sei explicar). Não queria mencionar que a gente voltou lá no dia seguinte, mas infelizmente é verdade.

Andamos mais um bocado, e na volta pra casa resolvemos levar o jantar com a gente: kebab. Kebab é tipo o fast-food da Turquia - e gente, sério, se tem um país no qual eu comi bem, e cuja comida eu poderia passar o resto da vida degustando (fora o meu Braseeeel, claro), é a Turquia. O kebab é um prato bem simples, um "wrap" com carne (geralmente de cordeiro), vegetais e molho. Mas não pense que a simplicidade tira a magia. Um kebab verdadeiramente turco é surreal de bom! E eu juro que a foto ao lado não faz jus ao gosto!

Encerramos a noite com a Turquia. Mentira, encaramos uma barra de chocolate enquanto assistíamos Taken 3 - filme bem mais ou menos, aliás. E no almoço do dia seguinte resolvemos repetir a dose do país. Só que em vez de pedir um kebab pra cada uma, pedimos um takeaway com a carne, os vegetais e o molho - um marmitão, no bom português. E o melhor: comemos acompanhados de feijão! Feijão preto e de verdade, feito pela Gast. De sobremesa, comemos Baklavas, uma espécie de pastel doce, folhado e aberto, recheado e coberto com nozes e mel. Em outras palavras, o céu em uma sobremesa. Claro que essa nem se compara à que eles fazem na Turquia meeeesmo, mas ainda assim tava uma maravilha!

Para a noite, o combinado foi comermos comida da Baviera (ou Bavária - o estado onde fica Munique). Não tínhamos escolhido nem um restaurante nem exatamente o que comer, e depois de uma busca rapidex no google, fomos ao primeiro restaurante que apareceu. Acabamos caindo num lugar muito legal, chamado Augustiner Klosterwirt. Além da estrutura ser rústica, com umas decorações bem típicas, os atendentes estavam todos vertidos com aquelas roupas que a gente vê quando passa o Oktoberfest na televisão. Pena que a garçonete era um horror de antipatia. Sem conseguir escolher um prato só, escolher um que combinada um pouquinho de tudo e a inteligência aqui não anotou o nome. Pra ninguém dizer que eu estou exagerando em relação ao tamanho da porção que veio pra gente, um senhor que estava saindo do restaurante parou à nossa mesa pra perguntar se aquilo não era muita comida pra nós duas. E era mesmo! Estava deliciosamente deliciosa, mas claro que não conseguimos terminar. Daí dividimos a festa com um morador de rua, na saída :) Comi carne o suficiente pra ficar sem o ano todo mas não, obrigada.

Não vou falar muito do nosso almoço da segunda-feira, nossa última refeição juntas aqui em Munique, porque foi no McDonald's e eu já sei que todo mundo vai me condenar. Mas pra minha defesa, quero dizer que foi um sanduíche lançado só aqui e tem como ingrediente especial a batata rösti, uma iguaria suíça.

No dia seguinte, já sem Sarah, subi na balança pela manhã e descobri o saldo da extravagância: 700 gramas. Como se eu precisasse engordar um graminha sequer, né? Hhehe... Mas o projeto saúde continua, foi só uma escapadinha que, seu Deus quiser e a força de vontade permitir, vai demorar bastante pra acontecer de novo :D

E é isso, gente! Espero que o fim de semana de vocês também tenha sido cheio de delícias.
Mas não esqueçam que amanhã é segunda-feira, o dia mundial do início das dietas fadadas ao fracasso heheheheheee.

Beijo e até mais!

20 de fevereiro de 2015

turistando no frio

Oi, genteeee!

Cresceu uma camada grossa de pó aqui no blog com esse meu sumiço, mas vol-teeei!
Essa última semana aqui tem sido mais tranquila do que o normal. Estou de férias do curso, então todos os dias tenho estado naquela leseeeeira (que é ótima, de vez em quando!). Semana que vem já começo um novo nível e vou para uma nova escola. Friozinho na barriga...

Assim como no Brasil, até a última terça-feira a Alemanha comemorou o carnaval. O "assim como no Brasil" se refere só à data mesmo, porque as comemorações em si parecem ser bem diferentes. Pra mim, uma pessoa completamente carnavalesca (NÃO.), o melhor do carnaval foi receber Sarah aqui. Sarah é aquela amiga da Suíça com quem eu quase morri nas montanhas. É bom gravar o nome porque eu vou falar muito dela :P

Até agora, mesmo depois de mais de um mês aqui, eu conheço muito pouco de Munique. Sempre fico dizendo a mim mesma que quando a primavera chegar e ficar do lado de fora não significar risco de congelamento eu vou aproveitar mais. Mas com Sarah aqui eu dei um jeito de sacudir essa moleza e a gente viu bastante coisa. Viu e COMEU. Mas a comida foi tanta que eu vou reservar um post só pra ela, depois deste aqui!


Englischer Garten
O Jardim Inglês é um parque imenso! Começou a ser construído em 1789 (adoro essas coisas mega velhas da Europa) e tem mais de 4km quadrados. No sábado, quando a gente foi, tava um frio de doer e ainda assim muita gente estava correndo no parque, passeando com a família ou caminhando com seus cachorros - e quanto às pessoas do último grupo, quero dizer que eu invejo cada uma delas! Eu não sei viver sem cachorroooooo! Encontramos também uns corajosos jogando futebol ou patinando no lago congelado (calma, mãe, eu não fui). Mesmo com a névoa, o frio e o céu cinzento, deu pra ficar encantada com a beleza do parque. Mês que vem já é primavera, e eu não vejo a hora de conferir como ele vai ficar cheio de verde e de flores coloridas!


Müller'sches Volksbad

Eu ainda tô firme no clima da natação. Quero ir pelo menos uma vez por mês! Quando estava planejando com Sarah o que faríamos, sugeri visitar a Müller'sches Volksbad, uma piscina pública assim como a que eu fui no dia primeiro. A Müller'sches é de 1901! Adoro imaginar os primeiros modelitos que se banharam ali... Apesar de ser um prédio bem interessante, ficou meio abaixo das minhas expectativas, já que só tinha uma piscina semi-olímpica e era bem... hm... normal. Depois da Südbad, onde tinha piscina térmica com hidromassagem a céu aberto, é fácil ficar mal acostumada, né? Fora isso, é muito difícil se situar pelo prédio. Sarah e eu demoramos uma meia hora entre a entrada e finalmente estarmos na piscina. Nadei 20 voltas, e ela 30. Absurdo! Odeio ter amiga atleta.




Olympiapark
Tanto Sarah quanto eu temos uma conexão forte com as Olimpíadas. Pra mim, é mais por ter visto uma de pertinho e participado como blogueira pela Samsung das Olimpíadas de Londres, em 2012. Munique abrigou os jogos em 1972, e pra isso o Olympiapark foi construído. O parque é gigante e aberto pras pessoas caminharem por ele, além de receber eventos bem importantes. Na nossa caminhada pelo Olympia, a gente só viu os "esqueletos" mesmo, mas é mais um lugar que eu vou querer conferir de novo quando o sol estiver brilhando forte! Ah, e no verão, eles fazem umas sessões de cinema a céu aberto, à noite.



BMW Welt
Pertinho do Olympiapark está o Mundo BMW. Eu era apaixonada por carros no começo da minha adolescência. Se fosse a Ana Luiza de 13 ou 14 anos visitando o BMW Welt, ela certamente iria estar explodindo de alegria. O salão da montadora exibe os modelos mais novos e os sonhos de consumo. Fiquei julgando eternamente os caras se amontoando ao lado dos carros da BMW, disputando uma foto daquelas em que você finge que ta abrindo a porta e que o carro é seu e bla bla bla.

Mas quando chegamos à exibição dos Minis, eu virei a protagonista de cenas similares, enlouquecendo com os modelos. E sim, eu entrei em um deles. Ai, que amor! Sério. Esse carro, um dia...




Schloss Nymphenburg
O Palácio de Nymphenburg foi inaugurado em 1675, e era uma casa de verão pros governantes da Bavária. Coisa simples, gente. Sarah e eu optamos por não entrarmos no palácio, apesar de ser lindo por fora! Resolvemos caminhar pelos jardins, e levamos mais ou menos uma hora e meia da e entrada principal até uma das saídas (que não é nem na metade do complexo!), então imaginem o tamanho e a simplicidade desse lugar.

Como era carnaval, e aqui a festa se resume a estar fantasiado, basicamente, a gente resolveu ser cool e sair por aí com nossas endumentárias: eu de gata antialergênica e amiga dos cachorros, e Sarah de pirata honesta. Combinou demais com a paisagem do castelo!



Carnaval em Marienplatz e Karlsplatz

A última de nossas andanças por entre as duas praças mais importantes da cidade: a Marienplatz e a Karlsplatz. Foi nelas que a comemoração do carnaval se concentrou. Havia alguns palcos montados com apresentações de música e dança, e umas barraquinhas de comida - a melhor parte, claro! O lado samba-do-crioulo-doido do carnaval aqui, que aconteceu nos bares e boates à noite, eu não vi e nem faço questão. Na rua, o clima foi bem tranquilo. Mas não tem jeito, multidão e música ruim não são pra mim. Heheh.. Ainda assim foi legal dar uma passada lá e rir mentalmente das pessoas fantasiadas, que ironicamente não estão nas fotos que eu tirei :P.





E de passeios, foi isso. Volto aqui depois pra falar do assunto principal desse fim de semana: as experiências gastronômicas. Mas já posso adiantar que para a minha vergonha eu ganhei 700g (mesmo andando que nem uma condenada) nesses dias de comilanças - perdi 400g e estou contra os outros 300 :D

Kuss e até mais!